Baptista nega que Sport seja trampolim ;

ADAURY VELOSO ;

SPORT

Após volta, Eduardo Baptista nega que Sport seja trampolim para elevar nome no mercado

Treinador ressalta que seria egoísmo pensar apenas na própria carreira;

O retorno de Eduardo Baptista ao Sport também representa uma volta às suas origens no momento em que não conseguiu ter sequência nos clubes que passou após deixar a Ilha do Retiro. Seria o Rubro-negro, então, o local ideal para o treinador voltar à vitrine e alçar o patamar que o levou ao Palmeiras? Ele nega. Fala que seria egoísmo. Diz ainda que o principal objetivo é trazer o time ao nível que atingiu antes da Série A ter um recesso para a Copa do Mundo.

“Não vejo o Sport como trampolim. Vejo com uma missão de o clube acabar bem o ano. Seria muito egoísta de falar que estou preocupado em elevar meu nome. Eu vim de coração aberto por tantos amigos que tenho aqui e vim para fazer o Sport acabar bem o ano com o time que estava bem um pouco antes da Copa. Lógico que se você fizer um grande ano, fica em evidência também”, avaliou o treinador.
Desde que saiu do Leão em 2015 por opção – fato que hoje considera como um erro -, Eduardo Baptista chegou a ter bons momentos em outros clubes, mas não teve a mesma força que o projetou no Sport, onde ficou um ano e sete meses, além de ter conquistado os únicos títulos da carreira com a Copa do Nordeste e o Pernambucano de 2014.

As passagens em 2015 e 2016

No Fluminense, segundo time da carreira de treinador, foram 26 partidas, com oito vitórias, cinco empates e 13 derrotas em cinco meses de clube. No fim, o aproveitamento foi de 37,1%. Depois, Baptista assumiu a Ponte Preta, em abril de 2016. Ficou no clube até o fim da Série A do mesmo ano quando, em dezembro, preferiu romper o contrato que tinha até o fim de 2017 e ir para o Palmeiras.

As passagens em 2017 e 2018

Já no time alviverde, uma nova quebra. Foram 23 jogos, com 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, até a saída da equipe após pouco menos de cinco meses no clube com bom aproveitamento de 66,6%. A sequência veio com mais uma rápida passagem na carreira. Dessa vez, no Atlético-PR. Após 13 jogos no comando, apresentou 46,1% de aproveitamento e também foi demitido. Foram cinco vitórias, três empates e cinco derrotas.
Na volta à Macaca, o desempenho foi bem pior. Foram 29,03% de aproveitamento dos pontos. Em 28 jogos, seis vitórias, nove empates e 13 derrotas. Resultado: nova demissão, a primeira de 2018.  Primeira porque o treinador estava há pouco tempo no Coritiba. Em pouco menos de quatro meses, foram 18 partidas, com seis vitórias, oito empates e quatro derrotas, com 48,1% de aproveitamento.
A brevidade da relação com esses clubes, portanto, está longe do início marcante que o treinador teve no Sport. Confira abaixo os números:

Passagem de Eduardo Baptista como técnico do Sport

1 anos e 7 meses
127 partidas
55 vitórias
35 empates
37 derrotas
53% de aproveitamento

Quando estreou

30 de janeiro de 2014
Náutico 0 x 3 Sport – Copa do Nordeste

2 títulos

Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano (ambos 2014)

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