Com reunião marcada, Náutico e Santa Cruz brigam por aumento de cotas de TV

Adaury veloso;  Em 2017, a busca é por igualdade. Ou pelo menos algo um pouco mais perto disso. Representando dois entre os 18 clubes não-cotistas que disputarão o Campeonato Brasileiro da Série B neste ano, Náutico e Santa Cruz entram em uma briga pelo aumento das cotas de televisão recebidas na segunda divisão do torneio nacional. Fora Internacional e Goiás – que receberão neste ano, somente em cotas fixas, R$ 60 milhões e R$ 35 milhões -, todas as outras equipes contarão com o recebimento no valor de R$ 5 milhões apenas. Um total de 8,3% do que terá o Colorado. Ao lado de clubes como América-MG e Figueirense, os pernambucanos entram em defesa por um novo aumento nesse valor. Para isso, no próximo dia 21 de fevereiro na sede da CBF, no Rio de Janeiro, acontecerá uma reunião que contará com representantes de cada clube, CBF e TV Globo, com o objetivo de reverter este cenário.

“Nós estamos querendo criar um movimento que está sendo deflagrado para tentar aumentar as cotas. Porque é inadmissível que você remunere o Santa Cruz, com o tamanho da torcida que tem, da mesma forma igualitária que remunera, não vou citar nome de clube, mas o cube B ou C que não dá audiência nenhuma porque não tem torcida”, revelou o presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes. De acordo com o mandatário, ainda nesta semana os clubes devem ter uma reunião em conselho técnico da Série B para acertar detalhes do que será discutido no fim do mês. A informação foi também confirmada pelo diretor financeiro do Náutico, Sérgio Lopes, que afirmou ainda não ter data ou local acertados para acontecer o encontro.

Vale lembrar inclusive que, de 2015 para o ano passado, o valor básico oferecido cresceu em R$ 2 milhões. Deixando os R$ 3 milhões iniciais pelos mesmos R$ 5 milhões ainda ofertados neste ano. De acordo com o mandatário tricolor e o diretor financeiro do Timbu, parâmetros de valores a serem requisitados ainda não foram determinados. O assunto está em discussão entre os clubes. Ainda no ano passado, no entanto, em entrevista exclusiva ao Superesportes, o presidente coral abriu as contas do clube e falou sobre a queda das cotas de televisão, com o rebaixamento da elite no fim do ano. Para a Série B, segundo Alírio, o patamar da pedida giraria em torno de R$ 7 milhões.

Rateamento do Pay-per-view

Comparado ao Alvirrubro, para o Tricolor, o baque é ainda mais expressivo. Com relação ao que recebeu para disputar a elite (R$ 23 milhões) no ano passado, os valores de 2017 representam uma queda de 78%. Também por isso, a briga do mandatário não se esgota no valor da cota fixa em si. Busca por alguma compensação financeira referente ao rateamento do sistema de Pay-per-view na TV fechada. “A torcida do Santa, até pelo Pay-per-view que ela contrata, com a TV fechada, por si só deveria estar retornando algum percentual para o clube e no modelo atual não há nenhum tipo de compensação”, reclamou.

O que acontece é que, no caso dos clubes cotistas, com contratos duradouros, são pagas parcelas extras referente às vendas de pacotes do Pay-per-view, com receitas proporcionais ao número de assinantes de cada clube. Ou seja, para além das cotas fixas, são acrescidos os valores correspondentes a cada clube, como um bônus. Aos que possuem contratos singulares, não-cotistas, esse valor aparece embutido nas cotas fixas. Ou seja, compensações por TV aberta, TV fechada, PPV, sinal internacional e Internet aparecem incluídas nos R$ 5 milhões acertados. 

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