Diego Souza ; diz ser mais difícil para o Sport jogar contra rivais retrancados

ADAURY VELOSO;

Apesar de estar invicto na temporada (cinco vitórias e três empates), o futebol apresentado pelo Sport ainda não vem agradando boa parte da torcida e da imprensa. Críticas que ganharam força após o empate por 1 a 1 com o Santa Cruz, quando os rubro-negros atuaram quase todo o segundo tempo com um jogador a mais, após a expulsão do atacante coral André Luís, logo aos dois minutos. No entanto, o meia Diego Souza fez questão de rebater as cobranças sobre o time. Saindo em defesa do elenco, o camisa 87 apontou uma evolução e ressaltou que nesse início de temporada o fato de todas as equipes atuarem retrancadas contra o Sport atua como um elemento complicador.
“As pessoas têm que entender o seguinte. A verdade é que a gente é obrigado a construir todos os jogos. Todo mundo atua contra o Sport atrás da linha da bola. Isso para quem está construindo é mais difícil de ver uma evolução. Sempre é mais difícil para quem realmente quer dar as cartas. Estamos buscando entrosar o mais rápido possível para furar esse tipo de bloqueio. Construir é sempre muito mais difícil do que destruir”, alegou Diego Souza.
O rubro-negro ressaltou ainda que não adianta chegar ao ápice do futebol antes do tempo. Para o meia, o trabalho deve ser feito focando os jogos decisivos que virão pela frente, tanto na Copa do Nordeste, quanto no Campeonato Pernambucano.
“A gente está evoluindo sim. O nosso time está ganhando corpo e na hora que tiver que ganhar a gente vai ganhar. Ainda estamos nas fases de grupos e o mais importante são as semifinais e as finais. Já teve anos em que a gente veio atropelando todo mundo e acabou na fase decisiva deixando a desejar. É como disse o Mano Menezes (técnico do Cruzeiro). No futebol não importa como começa, importa é como termina. Não adianta começar dando show e chegar na final e não estar com os canecos guardados”, destacou.

André

Seguindo o mesmo pensamento, Diego Souza também saiu em defesa do atacante André, que ainda não conseguiu ganhar a titularidade no time e já perdeu dois pênaltis desde que retornou ao Sport (fez um gol no rebote da primeira penalidade). “O André está bem fisicamente, tem criado, procurado o jogo. Mas é difícil porque cada time é um time. Não adianta pensar que o André jogava de uma maneira aqui quando tinha o Élber e o Marlone, junto comigo. Ali a gente já tinha um entrosamento maior e agora as características são outras. Mas tenho certeza que vai dar liga”, finalizou.

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