diretoria do Santa Cruz trabalha sem pressa por novos reforços

Adaury veloso;

O elenco do Santa Cruz está praticamente fechado para as competições do primeiro semestre. Apenas um meia, promessa da direção desde o início da temporada, ainda pode desembarcar no Arruda para completar o grupo coral. Mas o clube sequer trata a contratação desta peça com celeridade. O técnico Vinícius Eutrópio também observa se os atletas que dispõe podem suprir a lacuna antes de fazer qualquer outro investimento.

Após ter trazido o goleiro Jaccson, além dos atacantes Facundo Parra e Júlio César, na semana passada, o Santa Cruz aguarda o volante Federico Gino, que vem por empréstimo do Cruzeiro e deve chegar na próxima segunda. A partir da vinda desses reforços, a folha salarial do elenco ultrapassou os R$ 350 mil. Um valor já bem abaixo do que projetava o presidente Alírio Moraes para o começo de 2017, que poderia alcançar até R$ 800 mil. Mas o fato é que a austeridade nas finanças tem movido o clube até então. O clube, por exemplo, conseguiu quitar em dia os salários de janeiro com atletas e deve pagar a primeira folha dos funcionários na semana que vem.

A direção também não quer inchar um plantel já com 31 peças (sem contar com Gino), tampouco comprometer o orçamento do futebol para a sequência da temporada, na disputa da Série B, o principal objetivo do Tricolor no ano. Esse número de jogadores do elenco pode diminuir. Atletas da base estão ainda sob avaliação de Eutrópio podem ser emprestados. Os primeiros foram Léo Cotia e Thawan, cedidos ao Frei Paulistano-SE. Sem negar que busca um meia, o treinador, por outro lado, pode aproveitar outras peças dentro do próprio grupo e até mesmo abortar os planos da vinda deste armador.

“A gente está em busca de uma posições. Não vou falar que é um meia especificamente, mas estamos em busca com muita calma”, declarou Vinícius Eutrópio. “Nós vamos sentindo os próprios atletas que temos e dando opções para eles jogarem. Às vezes, um  joga mal num jogo e melhora no outro. É uma fase de construção. Se inchar o plantel fica difícil para nós mesmos”, emendou.

A contratação de um meio-campista era a prioridade do clube até a saída do atacante Zé Carlos (que deixou o Arruda alegando problemas de saúde com a avó). Desde então, a diretoria reuniu energias para trazer centroavantes. Halef Pitbull e Parra foram contratados, e a vinda do meia também acabou sendo relegada devido ao rendimento regular dos jogadores do setor. “O elenco está montado, vamos avaliando o mercado. Algumas situações, como contusões, pode fazer com que novos jogadores sejam contratados”, limitou-se o diretor de futebol Jomar Rocha.

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