Força-tarefa pela ressurreição dos Aflitos

Sem receber jogos oficiais desde 2014, casa do Timbu tem reestruturação avaliada R$ 2,5 milhões

O “start” foi dado e desde a última segunda-feira a torcida do Náutico começou a contagem regressiva para a volta aos Aflitos. A previsão do Conselho Deliberativo é de que em fevereiro de 2017 o Timbu esteja em casa novamente. Mas, até lá, o estádio precisará passar por uma profunda reforma estrutural para ficar apto a receber partidas oficiais. Há um longo caminho a ser percorrido que começa com a conclusão dos estudos da obra, passa pela captação de recursos, segue a revitalização e termina com a aguardada reabertura do Caldeirão alvirrubro.

Engenheiro civil e diretor de Patrimônio do clube, Stênio Cuentro reuniu outros alvirrubros para tocar o projeto de reformar os Aflitos. “Na segunda-feira fomos informar aos conselheiros o andamento dos estudos de projeto, o levantamento do que precisa para recuperar o estádio. Estamos fazendo um trabalho profundo com alvirrubros voluntários. Engenheiros, eletricistas, arquitetos, que estão dedicando algumas horas para ter um trabalho profissional”, explicou.

A equipe comandada por Stênio Cuentro conta com o engenheiro elétrico Milton da Costa Pinto, o arquiteto Bruno Ferraz, os engenheiros calculistas Eduardo Gomes e Joel Jaruzo, entre outros abnegados alvirrubros. Todos com o objetivo de ajudar na reestruturação do estádio.

“Estamos concluindo o laudo de vistoria para ser entregue uma cópia ao Conselho. O relatório terá informações sobre as instalações elétricas, desde a subestação aos refletores, refazendo a contagem real da capacidade do campo, acessibilidade, segurança – a exemplo da rota de fuga, solicitado na legislação -, inspeção das marquises e estruturas de concreto”, resumiu o diretor alvirrubro.

A previsão é de que entre 60 e 90 dias os estudos sejam concluídos e o clube já saiba o valor total para as obras. Embora membros do Conselho acreditem que seja necessário cerca de R$ 2,5 milhões, Stênio Cuentro evitar falar cifras. “Enquanto o projeto não estiver pronto, não podemos falar em valores. Sou engenheiro, não trabalho com achismo. Temos 72 refletores que iluminam o campo e todos precisam ser trocados. Cada um custa R$ 1,4 mil. Sabemos o preço, mas ainda falta somar a mão de obra, o valor para tirar os refletores antigos, afiação. Tudo ainda precisa ser orçado”, lembrou.

Ao final do primeiro passo, o Náutico buscará os recursos. A reunião da última segunda-feira serviu para dar o pontapé inicial na captação da verba. “Apelei ao Conselho que juntasse toda a capacidade de mobilização, enquanto realizávamos os trabalhos técnicos. O presidente do Conselho, Gustavo Ventura, achou excelente a sugestão e disse que iria mobilizar os conselheiros”, garantiu Stênio Cuentro.

Por fim, o Náutico terá de obter as licenças para iniciar as obras. Como são vários órgãos envolvidos, este processo pode demorar um pouco mais. Contudo, nada que atrapalhe o planejamento do clube.

“Precisamos pedir as licenças aos órgãos responsáveis como Prefeitura do Recife, Corpo de Bombeiros, Celpe. Precisamos desta aprovação. Com as licenças, iniciamos a reforma. Obra de qualquer natureza tem de passar por este processo, é o que a lei manda”, concluiu o engenheiro civil.

Campanha de sócios

O departamento de Marketing do Náutico também está atento ao desenrolar desta história. A campanha de sócios, inclusive, ainda não foi lançada por causa da indefinição de qual será o mando de campo do time no futuro. Esta também pode ser uma forma de arrecadar recursos para a reforma dos Aflitos.

“Estamos no aguardo da decisão que envolve o clube, Aflitos, Arena Pernambuco e o Governo. Há um imbróglio a ser definido. Assim que for confirmado e oficializado, faremos uma campanha em cima dos Aflitos”, afirmou o vice-presidente de Comunicação e Marketing do Timbu, Kléber Medeiros.CjpMvGrXIAE6uH2

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *