frustração no Santa Cruz Marcelo Mattos reavalia carreira;

ADAURY VELOSO =

Volante, de 35 anos, garante evolução física, mas cravou que primeiro semestre do próximo ano será determinante para futuro na carreira; se parar, pretende ser treinador,

Marcelo Mattos foi a principal contratação feita pelo Santa Cruz para a Série C. Estimulado por um contrato de produtividade, ele chegou ao Arruda no final do mês de maio, mas não conseguiu render. Havia uma desconfiança sobre as condições físicas do volante, que vinha de um histórico de lesões no joelho direito. Ao todo, foram cinco cirurgias e mais de dois anos parado. Aos 35 anos, ele ainda busca chegar à melhor forma. Mas garante: o primeiro semestre de 2020 será determinante. Existe a possibilidade de encerrar a carreira.

“Meu pensamento para janeiro é disputar um campeonato regional, um Paulista, um Carioca e ver como que vai ficar. Se meu corpo não responder bem, aí é o fim da minha carreira nos campos.”

Com um currículo recheado de grandes clubes, como Corinthians, Botafogo, Vitória e Vasco, Marcelo Mattos viveu um drama no clube carioca. Foi lá que ele teve a primeira lesão no joelho direito. Foram pouco mais de dois anos se recuperando – cinco cirurgias para corrigir problemas no mesmo local.

– Eu sempre me cobro muito e só vou continuar jogando se eu estiver no mesmo nível dos meus companheiros. Se eles estiverem 100% e eu a 90%, é certeza que eu não vou continuar jogando. Eu acho que é possível chegar a 100% se eu fizer um bom trabalho. O joelho tem um tempo também. Eu fiz cinco cirurgias e não adianta querer antecipar algumas respostas do corpo.

Marcelo Mattos durante o único jogo que foi titular: a derrota de 2 a 0 para o Ferroviário — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Marcelo Mattos durante o único jogo que foi titular: a derrota de 2 a 0 para o Ferroviário .

Hoje, Marcelo Mattos está plenamente recuperado da última cirurgia e voltou a treinar no início de 2019.

– Agora é que meu corpo está respondendo bem, me dando respostas impressionantes todos os dias. Eu creio que posso disputar um campeonato no início do ano e mostrar para mim mesmo que eu fui capaz. Se isso não acontecer, vou estudar. Gostaria muito de ser treinador, é minha vontade. Eu creio que posso dar certo nesse novo trabalho, tem que estudar bastante.

O volante quer usar o restante do ano para se condicionar bem e aí ver o que será do futuro.

– Estou pensando ainda. Nesse final de ano é só treinar mesmo. Fazer um trabalho bem feito no joelho para poder estar em boas condições. No ano que vem, pretendo continuar jogando e, se eu fizer um bom início de ano, pretendo seguir. Se não, vou pensar em outras coisas.

Veja outras repostas de Marcelo Mattos sobre a passagem no Santa Cruz:

Vai continuar no Santa?

– Não houve nenhuma procura, mas tenho vontade de poder continuar. Existem outras coisas, claro, que não dependem só de mim. Seria bem mais fácil se o clube tivesse subido para a Série B e ficou um gostinho amargo.

Como foi a passagem pelo Santa Cruz?

– Não foi como eu gostaria. Claro que a gente pensa que algumas coisas vão acontecer da melhor maneira possível, mas logo depois vai aparecendo o porquê não deu certo logo de cara. Quando eu saí do Vasco, fiquei parado por uns 40 dias. E essa parada de estar no campo, fazendo os treinos, com competitividade, prejudicou. Eu perdi isso. Eu fiquei dois anos e meio sem jogar, com cinco cirurgias, e não podia ficar esse tempo todo sem atividade. Até no jogo que eu fui titular (derrota de 2 a 0 para o Ferroviário), fiquei um pouco travado. Depois eu vi o que aconteceu, conheço meu corpo.

Marcelo Mattos: "Se o Santa fosse para o mata-mata, eu estava preparado" — Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

Marcelo Mattos: “Se o Santa fosse para o mata-mata, eu estava preparado” —

O que prejudicou?

– Depois fui lá para Curitiba, fiz um bom jogo com o Sub-23 e estava muito feliz mesmo. Mas na hora que eu comecei a ter uma crescente, depois desse jogo que eu vi que podia ajudar, eu torci o tornozelo em um treino. E aí eu perdi mais dez, 15 dias. E sem ir para o campo, complicou um pouco mais. Eu não tive duas ou três semanas de treino direto, indo para o campo, indo para o banco de reservas. Sempre tive algo que me atrapalhou. Mas eu sempre quis ajudar o Santa que foi o clube que me ajudou, abriu as portas depois da minha lesão. No final, eu senti que poderia ajudar se o time passasse de fase. Com certeza eu estava preparado. Agora é continuar.

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