Jejum de gols de Pipico acompanha queda de rendimento;

ADAURY VELOSO –

Autor de 41% de todos os gols do Santa Cruz nesta Série C, atacante completa um mês sem marcar gols, mesmo período que o time está sem vencer; No futebol, causa e consequência são variáveis que, quase sempre, andam juntas. Se o time vai bem dentro de campo, dentre outros fatores, é porque os jogadores correspondem. E, um bom exemplo desta inter-relação é o que vem acontecendo com o atacante do Santa Cruz, Pipico. Principal responsável pelos gols do Tricolor nesta Série C, o camisa nove completa um mês sem marcar gols nesta segunda-feira. Não por mera coincidência, os pernambucanos também atravessam má fase na Terceira Divisão.

A última vez em que Pipico balançou as redes foi no duelo contra o Náutico, no Arruda. Ali, foi decisivo e marcou o gol da vitória do Tricolor diante do Timbu, no dia 23 de junho. Desde então, a Cobra Coral não venceu nenhum dos quatro confrontos que disputou. Perdeu quatro e empatou um.
Depois de marcar no Clássico das Emoções, Pipico ficou em branco diante do Treze, Ferroviário, Botafogo-PB  e Sampaio Corrêa. O Santa Cruz perdeu por 2 a 0 contra o Galo da Borborema e o Ferrão, empatou em 1 a 1 diante do Belo da Paraíba – dois últimos confrontos no Arruda – e foi derrotado por 1 a 0,  na última rodada, diante da Bolívia Querida, no Castelão. Neste recorte, ainda, a Cobra Coral marcou apenas um gol.
Ao longo da temporada 2019, Pipico chegou a amargar o mesmo jejum no mesmo recorte de tempo. Balançou as redes no empate de 1 a 1 jogando com o  CSA, no Arruda, pela Copa do Nordeste, dia 10 de março. Mas voltou a marcar um mês depois, desta vez dois gols, contra o ABC, pela terceira fase da Copa do Brasil. E, mais uma vez, durante esse intervalo de jejum, o Santa Cruz não conseguiu vencer. Fez quatro jogos. Empatou três e perdeu um.
Voltando os olhos para a Série C, a Cobra Coral possui um dos melhores ataques da competição. Com 17 gols marcados, fica atrás de Imperatriz-MA, líder com 20, e Ferroviário-CE, em seguida, com 18. Vital para a boa fase do Tricolor, Pipico anotou sete do total deste montante. Ou seja, 41% dos gols do Santa Cruz tiveram a marca do camisa nove. Portanto, se os pernambucanos estão em busca de recuperação na Terceirona, precisam também fazer ressurgir seu melhor jogador.
Os riscos da dependência
O camisa nove coral só esteve fora de campo em uma – das 13 – partidas. Levou terceiro cartão amarelo e cumpriu suspensão diante do Treze-PB. Resultado: o Santa Cruz perdeu por 2 a 0 o duelo.
Tendência que se repetiu nos outros sete jogos em que passou em branco, à exceção de uma única vitória, diante do Imperatriz-MA.  Sem Pipico, ou com ele em campo sem balançar as redes, os pernambucanos obtiveram desempenho de 22% na Terceira Divisão. Quatro derrotas, três empates e apenas um triunfo.
Do outro lado da moeda, não por mero acaso, nas cinco partidas em que o atacante marcou pelo menos um gol, a Cobra Coral viveu um cenário completamente oposto.  Foram 11 pontos conquistados em 15 em disputa. Um aproveitamento, portanto, de 73%. Venceu três jogos e empatou dois.

Retrospecto do Santa Cruz quando Pipico fez, ao menos, um gol 

Santa Cruz 1 x 0 Náutico
1 gol
Globo-FC 3 x 3 Santa Cruz
2 gols
Santa Cruz 3 x 1 Confiança
2 gols
Santa Cruz 2 x 1 ABC
1 gol
Botafogo-PB 1 x 1 Santa Cruz
1 gol
3V, 2E
73% de aproveitamento 

Retrospecto do Santa Cruz quando Pipico não esteve em campo ou não marcou

Sampaio Corrêa 1 x 0 Santa Cruz
Santa Cruz 1 x 1 Botafogo-PB
Santa Cruz 0 x 2 Ferroviário
Treze 2 a 0 Santa Cruz
Imperatriz 0 x 1 Santa Cruz
Santa Cruz 3 x 3 Sampaio Corrêa
Ferroviário 3 x 0 Santa Cruz
Santa Cruz 2 x 2 Treze
4D, 3E, 1V
22% de aproveitamento  

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