Magrão faz 41: Relembre momentos históricos do goleiro;

ADAURY VELOSO ;

Segundo goleiro com mais tempo em um clube brasileiro, Alessandro Beti Rosa se mostra bem mesmo com a idade avançada ;

Unanimidade no Sport, o goleiro Magrão está ficando um pouco mais vivido nesta segunda-feira (9). Completando 41 anos, 13 deles dedicados ao Leão, o camisa 1 ainda mantém a forma e a titularidade com a camisa rubro-negra. Para celebrar a data que é de alegria ao arqueiro e todos os seus admiradores, o LeiaJá recorda alguns momentos marcantes nessa passagem que já está entre as mais marcantes em Pernambuco.

1 – O primeiro título como titular

Talvez os rubro-negros lembrem do título de 2006, diante do Santa Cruz, com mais carinho do que o de 2007. Mas foi quando Magrão tomou de vez a camisa 1 para si. E o resultado foi impressionante. Já dividindo vestiário com o companheiro Durval, o goleiro foi um dos atletas mais atuantes na temporada que culminou com o bicampeonato pernambucano em uma campanha que só não foi invicta por conta de uma derrota na última rodada. Campeão dos dois turnos, o Leão foi implacável e dificilmente alguém vai esquecer as atuações do guarda-redes naquela ocasião.

2 – É campeão! O Brasil se rende ao Sport

A manutenção na Série A no ano anterior deu força ao Sport. O ‘novo’ técnico, Nelsinho Baptista chegou ao Leão para entrar de vez na história do clube. Derrotando clubes de expressão no futebol nacional como Palmeiras, Internacional e Vasco, o rubro-negro chegou forte na decisão com o Corinthians. Talvez o momento mais importante da passagem de Magrão no clube, a vitória por 2×0 na Ilha do Retiro foi o suficiente para garantir o primeiro título da Copa do Brasil em 103 anos de trajetória no futebol. Com certeza, um momento que abre o sorriso de qualquer torcedor leonino.

3 –  Libertadores: Grupo da morte? Grupo do Sport!

Tendo sido o campeão da Copa do Brasil em 2008, o Leão garantiu sua presença na Taça Libertadores da América após décadas sem participações. E foi para deixar sua marca. O time comandado por Nelsinho Baptista conseguiu uma proeza gigante ao cair no ‘Grupo da Morte’, formado por Palmeiras, Colo-Colo e LDU, naquele momento atual campeão do torneio ao bater o Fluminense na decisão. Dos seis jogos disputados, o Sport venceu quatro e encerrou a primeira fase como o sexto melhor time da competição. E, em Quito, Equador, é memóravel o pênalti que o camisa 1 defendeu de Danny Vera, garantindo a vitória por 3×2.

A campanha vitoriosa, entretanto, parou nas oitavas de final diante de outro grande goleiro; Marcos. Nos pênaltis, Magrão chegou a defender a cobrança de Mozart, porém viu o arqueiro adversário pegar três, garantindo a vaga na próxima fase para o alviverde.

4 – Uma classificação para impor respeito

Por conta do regulamento um pouco confuso, o Leão, mesmo rebaixado à Série B em 2013, conseguiu uma vaga na Sul-Americana e o sorteio para o primeiro mata-mata foi um capricho do destino. O Náutico, que permaneceu na primeira divisão, teve que encarar o Sport em sua primeira vez na competição continental. E viu a diferença que faz ter Magrão no gol. Cada rival venceu sua partida em casa por 2×0 e a decisão foi para os pênaltis. É onde o camisa 1 leonino gosta de se destacar. Ao defender as cobranças de Olivera, Tiago Real e Rogério, o arqueiro colocou o rubro-negro na próxima fase.

5 – Estadual + Nordestão: A supremacia rubro-negra

Em uma década que o Sport não é o time com mais títulos conquistados em Pernambuco, o ano de 2014 foi um ponto fora da curva. Comandado por Eduardo Baptista, filho e campeão como assistente técnico de Nelsinho, o Leão foi implacável. No Estadual contou com Magrão em diversas ocasiões durante o Estadual. Entre as mais marcantes, a vitória por 1×0 na semifinal contra o Santa Cruz. O resultado levou a decisão da vaga na final para os pênaltis. Defender a cobrança de Carlos Alberto foi fundamental para que o Sport fosse à final e derrotasse com certa tranquilidade o Náutico para somar seu 40º Campeonato Pernambucano.

Também foi alegria na Copa do Nordeste. Mesmo com um time sem tantos atletas renomados, o Leão voltou a despachar o Santa em uma semifinal para ser campeão diante de um Ceará considerado favorito. Foi a consagração de Eduardo Baptista, mas também um dos momentos mais felizes na carreira de Magrão. O goleiro lembrou que o Leão foi de provável eliminado na primeira fase à campeão incontestável. Em duas partidas da final, contra o ataque mais positivo da competição, a defesa rubro-negra saiu apenas com um gol sofrido no jogo da volta. No total, o camisa 1 buscou a bola no fundo das redes em apenas seis ocasiões, se tornando o menos vazado do Nordestão no qual o Sport voltou a estabelecer seu posto de campeão.

 

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