Marco detalha mudanças da “Era Milton

ADAURY VELOSO;  Já é possível afirmar, mesmo que com pouco tempo de temporada, que o atacante Erick tem sido o principal jogador da equipe em 2017. Alheio a pressão, o atleta de 19 anos parece não deixar que a responsabilidade de ser a esperança ofensiva do time diminua seu crescimento entre os profissionais. Mas o bom futebol do jogador também tem gerado certo receio por parte dos companheiros de elenco. O objetivo é não tornar a equipe dependente do camisa 33 e fazer com que o jovem consiga brilhar não somente de forma individual, mas também de maneira coletiva.

“Cada um é peça de uma engrenagem. Sabemos dessa vontade dele de mostrar seu futebol e, pela idade, fazer um jogo individual. Mas futebol não é assim. Eu falo para que ele jogue mais coletivamente. O estilo dele é bonito para o torcedor, para quem ver de fora, mas precisamos dar um puxão de orelha de vez em quando. Precisamos ajudá-lo a entender o jogo dos profissionais que é diferente do jogo da base. Sabemos da ansiedade de mostrar serviço, mas ele precisa entender que estamos no mesmo barco, jogando no mesmo time. Precisamos do jogo coletivo dele”, afirmou o meia Marco Antônio.

O camisa 10 também comentou sobre a atuação do goleiro Tiago Cardoso no último Clássico dos Clássicos. Criticado no início da temporada, ele foi decisivo no empate em 1×1, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Pernambucano, ao defender uma penalidade de André no final do jogo.

“Tiago é um cara experiente. O que eu disse a ele no vestiário é que era preciso ter aquele pênalti para que ele pudesse retomar a confiança. Quando a fase não é boa, as críticas chegam e cada um reage de uma forma. Foi bom ele ter feito aquela defesa para nos ajudar”, frisou.

Era Milton Cruz

Com pouco mais de uma semana à frente do Náutico, o técnico Milton Cruz conseguiu realizar algumas mudanças no esquema tático do time. O camisa 10 alvirrubro explicou algumas delas.

“Saímos de um 4-1-4-1, com quatro meias e um centroavante, para um 4-4-2 em forma de losango no campo, com dois atacantes, um mais de referencia e outro de movimentação. Nesse último jogo, cada um jogou onde se sente melhor. Desde o começo do ano estávamos tentando algumas formações e posicionamentos difíceis de ser assimilados. Não estávamos encaixando. Nesse inicio de trabalho do Milton, ele quis adequar a característica do jogador à formação e não o contrario. Esse foi o grande ponto a meu ver. Acredito que tivemos um crescimento substancial”, concluiu.

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