Marco enfatiza o que Milton pode esperar de elenco alvirrubro

ADAURY VELOSO;  O técnico Milton Cruz ainda não iniciou, de forma oficial, seu trabalho à frente do Náutico – isso deve acontecer na tarde desta terça (21). Mas, antes mesmo de assumir o posto de técnico do clube, o profissional já recebeu um “resumo” feito pelo meia Marco Antônio do que deve encontrar no elenco.

“Ele terá um grupo bom na mão. Não tem sacanagem aqui, ninguém de corpo mole ou cara feia. Milton já assumiu o São Paulo muitas vezes de forma interina. É um cara que dará uma energia nova. Sempre teve voz forte no São Paulo, tanto nas contratações como nas informações para os treinadores. Acredito que ele vai absorver muito das coisas que aprendeu com outros técnicos”, afirmou o meia, comentando ainda sobre a pressão que o clube vem sofrendo nas últimas rodadas. “Todos estão trabalhando muito para tirar o clube dessa situação. A torcida vem de uma frustração do ano passado, acumulada com as quatro derrotas. É natural que a cobrança venha forte, mas temos que ter discernimento, ver o que pode melhorar”, pontuou.

Com a vitória por 2×0 diante do Belo Jardim, pelo Campeonato Pernambucano, o Náutico pulou para a terceira posição do Hexagonal do Título, além de acabar com um jejum de quatro jogos sem triunfo. Após o resultado, Marco Antônio tentou explicar as razões para a mudança de postura da equipe.

“A gente vai para casa com quatro derrotas e procura onde errou e como corrigir. Sofremos uma cobrança do tipo ‘não estão marcando, não estão correndo’. A gente conversou muito de que, quando chega nessa fase, temos que fazer o simples. Eu falei com Dado antes da saída dele e disse que o conceito de jogo dele era perfeito, mas precisava de muito tempo. A gente sabe que aqui é difícil ter esse tempo. Tentamos achar uma alternativa. Quando você corre errado, parece que você não está com vontade. Mas na verdade você está correndo o dobro para fazer as coisas, mas correndo errado. Falamos que era preciso mudar. Não adianta fazer as mesmas coisas. Levi mudou meu posicionamento, dos meninos, e aos poucos a confiança foi voltando”, destacou.

Por falar nos “meninos”, quem se destacou no confronto foi o atacante Erick. Além de participar da jogada do primeiro gol, marcado justamente por Marco Antônio, o jovem formado na base alvirrubra fez o segundo.

“Quando ele sofreu o pênalti, levantou logo querendo bater. Eu disse: ‘está bom, você vai bater, mas tenha calma. Você treinou, Alison treinou também e vamos ver quem está melhor’. Os meninos, por serem da casa e por estarem aqui há mais tempo, absorvem mais a pressão. Eles querem resolver tudo a todo instante e no futebol não é assim. Tem que jogar solto. A safra é boa, mas a responsabilidade tem que ser dos mais velhos. Procuramos passar confiança para eles tentarem as jogadas”, argumentou.

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