PRESSÃO ; Jejum se repete e deixa Claudinei em perigo;

ADAURY VELOSO  SPORT;    O Sport acertou com o volante colombiano Elkin Blanco, de 28 anos, pertence ao Atlético Nacional-COL, mas estava emprestado ao América de Cali, e o atacante Mateus, 23 anos, do Tijuana-MEX. Morato tb estará no CT. Outro atacante, que joga fora do País, pode fechar essa semana ; 

Nos últimos anos, técnicos foram demitidos toda vez que Sport “congelou” na Série A. Exceção foi Eduardo Baptista;

Ano após ano, desde o retorno a Série A do Campeonato Brasileiro, em 2014, o Sport tem se deparado com uma constante, e prejudicial, situação: jejuns de vitórias. Na atual competição, a equipe já acumula sete jogos sem saber o que são três pontos. Foram cinco derrotas e dois empates. No futebol brasileiro, cenários como este, normalmente, exigem a cabeça do treinador. Das arquibancadas, o coro é “Fora Claudinei”. E, levando em consideração o jeito que a diretoria rubro-negra tem remediado este tipo de problema, é possível prever que os dias do treinador, na Praça da Bandeira, estão contados.

Não foi apenas pelas mãos de Claudinei Oliveira que o Sportpassou nesta Série A. As duas primeiras partidas da equipe foram comandadas por Nelsinho Baptista, com um saldo de uma derrota e um empate. Após uma sequência, que contou com cinco vitórias, dois empates e uma derrota, Claudinei entrou na atual maré de azar leonina. Em situações parecidas, nos últimos três anos, a diretoria do Sport preferiu a demissão dos respectivos técnicos.

A única exceção foi em 2014. O maior jejum de vitórias do Sportna Série A durou oito jogos, com seis derrotas e dois empates. Naturalmente, as arquibancadas pediram a cabeça de Eduardo Baptista. E, apesar da pressão, a diretoria assegurou o comandante no cargo. Após a sequência negativa, o Sport emplacou uma sequência de sete partidas sem derrotas, com quatro vitórias e três empates. Este desempenho livrou o Leão da queda.

Desde o retorno à Série A, o desempenho da equipe na temporada de 2015 segue imbatível. Ao final do Nacional, uma sexta colocação, com 59 pontos, e um aproveitamento de 51,8%. Esses números, porém, poderiam ter sido melhores. O fato é que o Leão passou dez jogos de jejum. Ao contrário do ano anterior, a diretoria leonina resolveu mudar o comando técnico. Após a saída de Eduardo Baptista, foi iniciada a Era Paulo Roberto Falcão. O treinador terminou a competição com bons números: sete vitórias, um empate e três derrotas, em onze jogos.

Na Série A do ano seguinte, em 2016, o Sport não teve nenhum grande jejum durante a campanha. Fato que não garantiu, necessariamente, um desempenho livre de sustos. A pior sequência aconteceu nas quatro primeiras rodadas, com três derrotas e um empate. Durante a competição, os rubro-negros ainda acumularam mais quatro sequências de três partidas sem vitórias. O ano que foi iniciado por Falcão, e que ainda contou com os trabalhos do então auxiliar-técnico Thiago Gomes, terminou com Oswaldo de Oliveira e Daniel Paulista – este, então, o responsável por salvar o clube.

Ano passado, o Leão passou por dois longos períodos sem vitórias na Série A. O primeiro durou nove jogos e o segundo acabou iniciado uma rodada após a má sequência ter sido quebrada, e seguiu com o rubro-negro por mais oito partidas. Em 18 jogos seguidos, o Leão foi derrotado 11 vezes, empatou seis duelos, e só venceu uma vez. Mais uma vez, como recurso, a troca de treinadores foi adotada pela diretoria.

O campeonato foi iniciado por Ney Franco, que durou dois jogos, e acabou substituído por Daniel Paulista, que assumiu o clube interinamente por mais duas partidas, até a chegada de Vanderlei Luxemburgo. Em cinco meses foram 11 vitórias, oito empates e 15 derrotas. A solução, mais uma vez, foi interna. Após um mau início, Daniel Paulista emplacou três vitórias nas ultimas rodadas, e garantiu a permanência da equipe.

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