Ricardo comemora boa fase no Santa Cruz;

ADAURY VELOSO ;

SANTA CRUZ

Sem sofrer gol desde que assumiu titularidade, Ricardo comemora boa fase no Santa Cruz

Goleiro relembra ida ao Sub-23 com naturalidade e revela como isso o ajudo;

Ricardo Ernesto fez apenas nove dos 37 jogos do Santa Cruz em 2018. Reserva de Tiago Machowski na maior parte da temporada, o goleiro chegou a ser colocado para jogar no Campeonato Brasileiro de Aspirantes – onde é permitida a escalação de até três atletas acima dos 23 anos. Mal sabia ele que estava ganhando o ritmo de jogo necessário para ganhar a titularidade na equipe principal. Há dois jogos na meta coral e sem sofrer nenhum gol até aqui, o atleta de 31 anos vive a sua melhor fase com a camisa coral.

Ricardo Ernesto fez no total três partida na Série C. Empates com Remo e Juazeirense (0 a 0) e vitória sobre o Confiança (4 a 0). Resultados que têm ajudado o Santa Cruz a ostentar a defesa menos vazada da competição – 13 gols sofridos em 17 rodadas.
“A gente conseguiu ajeitar a casa como se diz. Consertamos o sistema defensivo e o mérito vem, sim, dos treinamento e também dos jogadores que vêm desempenhando um bom futebol. Fico feliz em poder ajudar de alguma maneira sem sofrer gols. Isso mostra que a nossa equipe tem qualidade, encaixou com Danny Morais e Sandoval (na zaga), temos um bom elenco ao nosso lado e isso está nos dando bons números”, afirmou.
Antes de assumir a titularidade, porém, Ricardo Ernesto precisou ralar. Chegou a ficar 11 rodadas sem ser acionado. Mesmo assim, não perdeu a esperança de ganhar uma oportunidade do técnico Roberto Fernandes. Pensando nisso, aceitou o desafio de ir jogar o Brasileiro Sub-23 quando convidado pelo próprio presidente do clube, Constantino Júnior.

“Foi no intervalo do jogo contra o Globo-RN que o nosso presidente me pediu. Ele avisou que teríamos um clássico no Sub-23 logo no início da competição e me perguntou se eu gostaria de estar participando porque queria fazer um time forte para começar o campeonato. Para mim, ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, por ter uma experiência, rodagem e idade mais avançada, poderia ter ficado chateado ou menosprezado. Mas, para mim, foi uma honra ter a confiança deles no meu trabalho”, detalhou.

No Aspirantes, Ricardo fez quatro jogos, contra o Sport (0 a 0), Atlético-GO (1 a 1), São Paulo (0 a 2) e Grêmio (1 a 0). Foi após essa última partida que chamou atenção do técnico Roberto Fernandes, que vinha acompanhando todos os jogos do Sub-23 e ganhou a oportunidade – aproveitando, paralelamente, a má fase do então titular Tiago Machowski. “E foi justamente esse (os jogos na categoria inferior) um dos aspectos que me deixaram em condições de jogo na Série C podendo voltar a entrar sem sentir muito o ritmo de jogo”, pontuou.

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