Santa Cruz, Clássico das Multidões segue na quarta-feira ;

ADAURY VELOSO ;

Dirigentes do Tricolor chegaram a cogitar a pedir mudança de local do jogo;

Uma reunião entre dirigentes do Santa Cruz e do Sport, juntamente com representantes da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) tratou de discutir os incidentes ocorridos no Clássico das Multidões da última quarta-feira, na Ilha do Retiro. A intenção do Tricolor era mudar a data da partida das quartas de final, que está marcada para a próxima quarta-feira, às 21h45. Pela proposta, ela seria disputada no domingo seguinte, 18 de março. Porém, o Rubro-Negro não aceitou e a data original (bem como o local da partida) está mantida.

Para o presidente do Sport, Arnaldo Barros, não há motivação para que a mudança de local aconteça. “Não há nenhum motivo para se transferir o jogo, de abdicarmos da nossa casa. A Ilha sempre foi segura e o que ocorreu na quarta-feira partiu de um irresponsável que, acreditando na impunidade, saiu de casa com um artifício que ele sabe que é proibido. (Ele estava) disposto a burlar a fiscalização e a revista da Polícia e até mesmo afrontá-la, ao acender o artefato. Isso causou uma correria e muitas pessoas se machucaram por conta de um irresponsável”, afirmou o Rubro-Negro.

“Então nós nos preparamos para dar toda a segurança possível para o torcedor, e assim também será na próxima quarta-feira. Não é a Ilha que não tem condições de receber o clássico, mas sim alguns que se dizem torcedores, que não têm condições de se manterem um convívio social harmônico e saudável. Esses tem que sair. O Sport faz a sua parte, e agora resta saber como os outros vão encaminhar essa questão”, finalizou Arnaldo.

Em nota oficial, o Tricolor se pronunciou sobre as tratativas, através do vice-presidente de futebol, Felipe Rêgo Barros.  “Tivemos uma reunião na Federação, com praticamente todos os clubes. O Santa Cruz propôs que a partida fosse adiada para o outro final de semana, no domingo. Seria uma mudança que beneficiaria a todos. E atenderia, principalmente, a questão da segurança. Queríamos um tempo maior para podermos conversar com as autoridades, termos reuniões com o poder público, nos planejar para oferecer segurança dentro da partida, entender o que poderia ser feito de maneira preventiva. Tempo, também, para conscientizar o torcedor, para criar campanhas contra a violência e divulgar isso de forma massiva. Infelizmente, a princípio, isso não irá acontecer e o jogo está mantido, sem alterações”, afirmou o gestor Coral.
“Neste momento delicado, em que precisamos mostrar que podemos pensar além da questão futebolística, o Santa Cruz buscou e cumpriu seu papel social. Todos os envolvidos foram a favor da mudança, inclusive os outros clubes, a Federação e a própria televisão. Todos autorizaram a mudança. Mas, para que ela fosse concluída, seria preciso que o Sport aceitasse. E os representantes do Sport, de uma maneira até intransigente, decidiram por não aceitar”, concluiu Felipe Rêgo Barros. 

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