Santa Cruz cria comitê para saldar dívidas do ano passado acumuladas

Adaury veloso;  As dívidas de 2016 renderam uma série de problemas ao Santa Cruz. Desde de greve de trabalhadores até a ações judiciais movidas contra o clube. Para que os débitos acumulados na última temporada não causem mais transtornos, o Tricolor criou um junta específica para pagar os credores do ano passado, sejam eles jogadores, funcionários, fornecedores ou prestadores de serviço. O Comitê de Gestão de Passivo está em funcionamento.

Os diretores de futebol Jomar Rocha e Roberto Freire, além do contador Italo Mendes (que não faz parte da direção, mas é um especialista em gestão de passivos) encabeçam o comitê. A diretoria financeira e o poder executivo do clube também têm participação ativa na nova comissão. A tarefa é organizar a dívida imediata do Santa Cruz e sistematizar o orçamento para conseguir quitar os encargos de 2016 pouco a pouco. As tratativas com credores de todas as áreas, incluindo alguns ex-atletas da última temporada, já começaram a ser feitas.

Nomes de ex-jogadores corais em 2016 como Neris, Léo Moura, Danilo Pires, Fernando Gabriel, Wallyson e Arthur já foram contactados. “Venho participando de reuniões para tomar pé da situação, levantando os saldos que cada atleta tem a receber e verificando as disponibilidades para honrar com os acordos que fizermos”, disse Italo Mendes. “As metas principais são resolver as pendências de 2016”, emendou o consultor contábil, que é torcedor do Santa Cruz e trabalhará de forma voluntária. Débitos mais antigos também serão renegociados.

Atrasos

Em dezembro do ano passado, após chegar até a sete meses de atrasos no pagamento de alguns funcionários, o Santa Cruz definiu calendário para pagá-los até o fim de junho deste ano. Ainda de acordo com Mendes, este cronograma deve ser mantido.

O passivo de 2016 poderia ter trazido prejuízos para o Santa nesta segunda-feira. Denunciado pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) por atraso de quatro meses, o clube seria julgado e estava sob a ameaça de perder três pontos na Série B de 2017 por falta de “fair play” financeiro. O processo, entretanto, acabou sendo arquivado no começo da tarde antes do julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro.

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