Santa vence por 2 a 1, aumenta jejum do Náutico e vai para quinta final local em seis anos;

CgpgAW2WMAAWuEa Com triunfo, Tricolor decide a taça do Campeonato Pernambucano com o Sport

De um lado, a pressão de um clube há 12 anos sem conquistar um título e que tinha uma desvantagem de dois gols para tirar. Do outro, a tranquilidade de um clube que conquistou quatro dos últimos cinco títulos Estaduais e que podia perder até por um gol de diferença para chegar à sua quinta final em seis anos. E neste embate entre o desespero e a serenidade, a balança terminou pendendo para o lado daquele time que soube jogar com o regulamento debaixo do braço. Aquela equipe que nem mesmo quando esteve atrás no marcador perdeu a quietude, foi buscar a igualdade e explorando o desalento do adversário, chegou à merecida virada. No fim, o 2 a 1 na Arena Pernambuco colocou, com justiça, o Santa Cruz em mais uma final de Pernambucano. Dessa vez, diante do Sport. Já o Náutico, que liderou o hexagonal praticamente de ponta a ponta, cai de forma precoce e vai entrar em seu 13º ano de jejum.
O Náutico entrou bastante modificado em relação à ida. Na zaga, Fabiano Eller deu lugar a Rafael Pereira. Na frente, as maiores mexidas. Thiago Santana passou para o lado de campo, na posição de Rony, Esquerdinha entrou na vez de Gil Mineiro e Daniel Morais retornou na função de centroavante. E não foi apenas na formação que o Timbu apostou em mudanças. Na camisa também. Ao invés da tradicional alvirrubra, o uniforme vermelho. Alteração simbólica. Camisa invicta em 2016 e modelo que faz alusão àquela usada na final de 2004. Decisão em que o Náutico superou adversidade tão grande quanto a deste domingo para ser campeão sobre o mesmo Santa Cruz. Pelo lado tricolor, apenas uma mudança: Leandrinho substituiu o lesionado João Paulo.
A partida começou tensa. Principalmente por parte dos alvirrubros. Precisando de um placar de no mínimo dois gols de diferença, os Timbus foram para cima dos corais. Muitas vezes, excedendo o limite da virilidade, abusando de faltas. Passados os momentos iniciais, porém, a equipe do Náutico foi conseguindo encontrar seu futebol. Colocou a bola no chão e passou a dominar as ações da partida. Em 18 minutos, já havia emplacado penetrações e ultrapassagens, criando, pelo menos, três boas oportunidades. Todas desperdiçadas pelas limitações técnicas de seus atacantes (em uma, ressalte-se, Daniel Morais estava impedido).
O Santa Cruz, por seu turno, procurava explorar as transições rápidas. Tendo Grafite como referência no ataque, a equipe coral, entretanto, não conseguia encaixar os contra-ataques. Leandrinho, opção de Milton Mendes para não perder a qualidade de um meia improvisado na cabeça-de-área, não resultado. O meio-campista não era capaz de dar a mesma consistência: nem defensiva, muito menos ofensiva. Os lances ofensivos tricolores ficavam a cargo das investidas de Keno e das tentativas de Grafite, que travava um duelo duro com a zaga alvirrubra.Local: Arena Pernambucano (São Lourenço da Mata-PE). Árbitro: Emerson Luiz Sobral. Assistentes: Elan Vieira de Souza e Albino de Andrade Albert Junior. Gols: Ronaldo Alves (33’ do 1T Náutico); Grafite (6’ do 2T Santa) e Lelê (47’ do 2T Santa). Cartões amarelos: Renan Oliveira, Esquerdinha, Rodrigo Souza, Ygor, Thiago Santana, Rafael Coelho, Rony (N); Neris, Grafite, Leandrinho (SC). Público: 15.596. Renda: R$ 288.940,00.

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