seis razões para duvidar no acesso do Santa Cruz;

ADAURY VELOSO ;

SANTA CRUZ

Superesportes aponta seis razões para crer e seis para duvidar no acesso do Santa Cruz

Tricolor tem a seu favor estatística e força defensiva como visitante na Série C;

Santa Cruz e Operário fizeram um duelo duro no último domingo, no Arruda. Definido pelo técnico Roberto Fernandes como “disputado, equilibrado”. A vitória pelo placar mínimo, dá a vantagem de o Tricolor jogar no próximo domingo, no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, por um empate. Situação que deixa o acesso à Série B em aberto para os dois lados. Neste cenário, o Superesportes traz seis razões para o torcedor coral acreditar na classificação e outros seis para ficar com o pé atrás. O duelo do próximo domingo acontece às 15h.

Seis razões para acreditar no acesso

1 – Força do sistema defensivo
O Santa Cruz é o time que menos sofreu gols na Série C, apenas 13 em em 19 jogos. Mais do que isso, a meta coral não é vazada há quatro partidas, desde que o goleiro Ricardo Ernesto assumiu o posto de titular. Se conseguir sair de campo intransponível por mais um jogo, o Tricolor volta do Paraná com o acesso.
2 – Bom desempenho fora de casa
Das nove partidas como visitante, o Santa Cruz perdeu apenas duas. Terminou a primeira fase com o segundo melhor aproveitamento como visitante no Grupo A, somando 41% dos pontos. Em apenas um jogo perdeu por uma diferença superior a um gol, o que daria a classificação ao Operário – fato ocorrido no revés para o Botafogo-PB, na 15ª rodada: 2 a 0.
3 – Roberto Fernandes, o especialista
Pelo Náutico, nesta mesma temporada 2018, Roberto Fernandes realizou oito disputas de mata-matas. Venceu sete. Perdeu somente quando foi eliminado já na quarta fase da Copa do Brasil, pela Ponte Preta – após passar por três fases anteriores. No mais, conseguiu a classificação na pré-fase do Nordestão e venceu três disputas até conquistar o título do Campeonato Pernambucano. No Santa Cruz, quebrou o jejum do clube no jogo de ida contra o Operário. O Tricolor tinha perdido os quatro jogos que tinha feito em mata-matas neste ano.
4 – Estatística a favor 
Em recorte realizado nas últimas seis edições da Série C, quando a competição passou a ser disputada no formato atual de maneira intermitente, levantamento realizado pela reportagem do Superesportes mostrou que 89% dos adversários que vencem o primeiro jogo do mata-mata conseguem a classificação.
5 – Operário desacelerou
Outro para acreditar na classificação tricolor vem do retrospecto recente do próprio adversário. O Fantasma travou desde a classificação antecipada às quartas de final e já soma cinco jogos sem vencer na competição. Perdeu os dois últimos, inclusive.
6 – Premiação e relação com diretoria
Outro atrativo para que os atletas conquistem o acesso é Série B é financeiro. Após acerto para receberem R$ 70 mil pela classificação à fase atual, o elenco tem a oferta de R$ 180 mil para conseguir o principal objetivo do ano.

José Tramontin/OFEC

Seis razões para duvidar do acesso

1 – Força do Operário em casa
Ao lado do Botafogo-SP, o Operário-PR é uma das duas equipes invictas como mandante na Série C. Venceu seis jogos e empatou três. Três dessas vitórias vieram com placar superior a um gol de diferença, o que dá a classificação aos paranaenses. Vale ressaltar ainda que o time está invicto em casa em toda temporada: são 18 partidas, com 15 vitórias e três empates.
2 – Caldeirão
Serão oito mil e oitocentos ingressos à disposição naquele que deverá ser o maior público do ano no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa. Embora os preços dos ingressos estejam salgados (R$ 100, a inteira), espera-se que 100% dos bilhetes sejam vendidos.
3 – Técnico longevo 
Gerson Gusmão é o técnico do time desde 2016 e entra no mata-mata diante do Tricolor com uma base sólida montada por ele. À frente do Fantasma, ele foi campeão da Série D em 2017 e conquistou o título da Série A2 do Campeonato deste ano. Dois acessos seguidos com taça.
4 – Campanha sólida na primeira fase
O Operário esteve em 17 das 18 rodadas da Série C dentro do G4. Liderou o grupo em sete oportunidades, foi vice-líder em outras seis. Chegou a vencer seis partidas seguidas. Perdeu a ponta da tabela somente na última rodada, quando já tinha tirado o pé do acelerador.
5 – Confiança do time
Ao fim do jogo no Arruda, mesmo derrotados, os atletas do Operário deixaram o estádio entre cumprimentos e sorrisos, confiantes que em casa irão conseguir reverter a vantagem do empate construída pelo Tricolor. “Temos totais condições de reverter o placar”, disse Gerson Gusmão.
6 – “Catimba”
De acordo com o técnico Roberto Fernandes, em consulta a outros treinadores que enfrentaram o Operário em Ponta Grossa, os paranaenses costumam ser uma equipe que “catimba” muito em casa para conseguir os resultados. No Arruda, o Fantasma saiu de campo com sete atletas amarelados. 

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