Sport arranca empate fora contra a Chapecoense ;

ADAURY VELOSO ;

Na Arena Condá, Leão buscou empate com um a menos, se manteve a um ponto da zona da degola, mas tem agora pior ‘jejum’ no ano ;

Um pênalti convertido por André aos 52 minutos do segundo tempo evitou o retorno do Sport à zona de rebaixamento da Série A. Neste domingo, o Rubro-negro ficou no 1 a 1 com a Chapecoense, na Arena Condá. Comprometeu-se pela expulsão de Anselmo, permitiu o adversário sair na frente também a partir de uma penalidade máxima, mas correu atrás do empate. Com o resultado, os pernambucanos ficam a um ponto do Z4, mas acumulam agora sete jogos sem ganhar, chegando ao seu maior “jejum” de vitórias na temporada ,

O primeiro tempo foi de pouco futebol, mas de confusões além da conta. Desentendimentos entre os jogadores e entradas duras se sobrepuseram à qualidade técnica. Reinaldo e Wesley se estranhavam muito, enquanto o árbitro fazia vista grossa. Houve mesmo só quatro chances de gol na etapa inicial, duas para cada lado. Ainda aos quatro minutos, a primeira do Leão surgiu graças à saída errada do goleiro Jandrei, não aproveitada por Rogério. A outra num chute de primeira dada por André, que passou por cima do travessão.
No intervalo entre uma oportunidade e outra do Leão, Luiz Antônio arrematou à distância, e a bola chegou a “cheirar” a trave direita de Magrão. Aos 30, novamente a Chape assustou. Wellington Paulista ficou cara a cara com o camisa 1 do Sport. Atabalhoado, desperdiçou a melhor a melhor possibilidade para tirar o zero do placar em jogo truncado e de marcação robusta.
Temia-se que o Sport deixasse brechas no seu corredor direito – desfalcado dos laterais-direitos Raul Prata (machucado) e Samuel Xavier (suspenso). O volante Wesley é quem foi improvisado. Ao contrário de quando atuava em sua função de origem, não comprometeu até a equipe recifense sofrer o gol. De volta após resguardo na Sul-Americana, Diego Souza e André, no entanto, pouco contribuiam a favor da equipe pernambucana no primeiro tempo. Rogério, que seguiu no ataque no lugar de Osvaldo, também ajudava pouco. Durante a etapa final, devolveu lugar ao concorrente, por sinal.

Penalidades e gols

A Chapecoense voltou para o segundo tempo mais disposta a fazer gol. Luiz Antônio obrigou Magrão a salvar o Sport após bater falta. Mas a vida dos leoninos começou a se complicar mesmo aos 13, quando Anselmo deu uma entrada imprudente em Moisés Ribeiro. Desta vez, diante de uma partida já “pilhada”, o árbitro não economizou na punição: o volante recebeu cartão vermelho direto.
A vida dos rubro-negros começou a desandar a partir daí. Até então regular no jogo, Wesley perdeu a bola dentro da grande área e Patrick cometeu pênalti em Arthur. Wellington Paulista converteu a cobrança, aos 20. A chance do gol de empate – a melhor dos visitantes no jogo – esteve nos pés de Thomás, com 38 minutos. De frente para o gol, o meia não contava que Jandrei evitasse o gol. Osvaldo também poderia ter deixado tudo igual caso Douglas não colocasse o pé na dividida. Mas um pênalti assinalado depois de a bola bater na mão de Douglas salvou os recifenses. André converteu a penalidade já nos acréscimos.

Ficha do jogo

Chapecoense 1
Jandrei; João Pedro, Douglas, Douglas Grolli e Reinaldo; Moisés Ribeiro, Amaral, Lucas Marques (Penilla) e Luiz Antonio (Elicarlos); Arthur (Alan Ruschel) e Wellington Paulista. Técnico: Gilson Kleina.
Sport 1
Magrão; Wesley, Henriquez, Durval e Sander; Patrick, Anselmo, Rogério (Osvaldo), Mena (Thomás) e Diego Souza (Rodrigo); André. Técnico: Daniel Paulista (interino).
Estádio: Arena Condá (Chapecó-SC). Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG). Cartões amarelos: Amaral, Alan Ruschel e Douglas (Chapecoense); Diego Souza (Sport). Cartão vermelho: Anselmo (Sport). Gols: Wellington Paulista (20’ do 2T, Chapecoense) e André (52′ do 2T, Sport). Público: 10.604. Renda: R$ 202.610,00.

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