Substituto de Jaime, Andreson Salles admite marcação pior e vê ganho nas bolas paradas

Adaury veloso;   técnico Vinícius Eutrópio repetiu a mesma escalação nos três jogos da temporada: no amistoso da Taça Asa Branca e nas estreias da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano. Para enfrentar o Belo Jardim, nesta quarta-feira, no Arruda, pela sequência do Estadual, uma mudança no time do Santa Cruz é certa. Suspenso após expulsão no Clássico da Emoções, o que rendeu críticas do treinador, Jaime cede lugar a Anderson Salles. O substituto avaliou a troca, mas exaltou a concorrência na zaga coral.

Salles chegou no Santa Cruz ainda em 11 de janeiro. Disse que podia se firmar sendo um dos cobradores de bolas paradas e, embora contratado para o lugar de Danny Morais, indicou também que podia ser um “substituto” à altura de Neris, zagueiro com habilidade incomum para a posição que deixou o Arruda para assinar contrato com o Internacional. Apesar das qualidades, chegou ao clube fora da forma física ideal, e Eutrópio preferiu montar o seu miolo de zaga para o começo da temporada com Bruno Silva e Jaime.

O treinador tricolor, no entanto, sempre salientou que Salles estava no grupo de 14 jogadores do elenco que terão a missão de formar a base do time e que o zagueiro era “fundamental” no processo de amadurecimento da nova equipe do Santa. Mais bem condicionado que quando chego, o atleta viu cair no seu colo a oportunidade de pavimentar a sua titularidade. Lamentou a suspensão do colega, porém assegura que vai dar o seu melhor ao lado de Bruno Silva na posição.

“Não era nessas circunstâncias que a gente queria. Lógico que a gente trabalha pensando na oportunidade, pensando em ser titular”, disse. “Com a chance, vou procurar me empenhar o máximo, porque a nossa defesa vem bem. A nossa equipe está se formando agora e um corre pelo outro. Não tem craque no nosso time, é todo mundo correndo”, acrescentou.

E o que muda no Santa Cruz sem Jaime, mas com ele na zaga? O próprio Salles responde. “Jaime é um cara mais de força, que agride mais, marca forte. Não que eu não marque, eu marco também. Tenho mais facilidade nas bolas paradas  e de sair jogando”, comparou. O primeiro gol de falta do time saiu dos pés de Léo Costa, no clássico. “A gente procura treinar bastante no dia a dia. É tentar chegar o mais perto da perfeição no treinamento para no jogo a gente fazer. Léo Costa já fez.”

Independentemente de quem seja acionado na sequência do ano, o zagueiro destaca a disputa interna pelas duas vagas. “Ali na zaga a minha concorrência é com os dois (Jaime e Bruno Silva). Jogo dos dois lados. Bruno também joga pelos dois lados. Acho que a briga está boa. O importante é todo mundo estar focado, se ajudando, para deixar o Santa Cruz tranquilo na posição.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *