Tite critica supervalorização de técnicos no Brasil e cobra estabilidade

ADAURY VELOSO ;  Comandante da seleção brasileira, o técnico Tite abriu o seminário “Somos Futebol”, realizado nesta semana na sede da CBF, na Barra da Tijuca. Em evento que conta ainda com a participação de nomes como Fábio Capello e Marcelo Bielsa, o treinador falou sobre o trabalho à frente do time nacional e criticou a supervalorização da profissão no Brasil.

“Gostaria muito de viver num país onde o técnico ganhasse menos [salário], mas tivesse mais estabilidade. Que não ficasse em média três meses apenas no clube”, disse Tite.

Na mesma linha, o treinador defendeu que a essência do futebol continua sendo os jogadores. “Nós debatemos ideias, e estamos falando que a essência é o atleta, e não os técnicos”, disse.

1982 E ZAGALLO
Logo nos primeiros minutos de sua palestra, Tite tratou de reforçar sua inspiração na equipe canarinho que disputou a Copa do Mundo de 1982 -mostrando vídeos de gols de Sócrates e Júnior contra Itália e Argentina.

Pouco depois, ao seguir falando sobre suas referências, revelou um papo que pretende ter com Zagallo antes da Copa de 2018, na Rússia -que o Brasil já está classificado.

“Vou conversar com ele para entender as pressões da seleção brasileira”, contou Tite. O técnico ainda fez questão de exaltar nomes mais experientes como Rubens Minelli, Ênio Andrade, Carlos Alberto Silva e Telê Santana.

Na sequência, Tite iniciou a parte tática. O técnico da seleção brasileira utilizou imagens de seu time para repetir os conceitos de jogo apoiado, marcação alta (já no campo de ataque), compactação, linhas de quatro e transições a partir da marcação.

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