Wanderson quer “reabrir” clube para os rubro-negros

Adaury veloso;

Dono de uma trajetória vence­dora na década de 1990 e com seu nome cravado na his­tória no clube, o empresário Wanderson Lacerda coman­dou o Sport de 1991 até 1996.

Nessas seis temporadas, venceu quatro Pernambu­canos e uma Copa do Nordeste, sem contar as outras conquistas em que participou indiretamente, deixando o time encaminhado para a sequente conquista do penta estadual, já com o Leão sob o comando de Luciano Bivar. Multicampeão e considerado por muitos como um dos no­mes mais fortes dos bastido­res políticos da Praça da Bandeira. Com essa força, conseguiu formar chapa com outros dois ex-presidentes, com Milton Bivar (2007/ 2008) e Severino Otávio (2003/2004), conseguindo mais peso ainda para o pleito desta sexta-feira.

Dentre os vários assuntos abordados , Wanderson voltou a fazer duras críticas à atual gestão no quesito futebol. Ao contrário de Arnaldo, Wanderson enxerga todas as competições, incluin­do o Pernambucano, co­mo prioridades, colocando o alto faturamento anual total do Sport, que girou em torno de R$ 110 milhões neste ano, segundo o próprio candidato, como um dos principais motivos para não abdicar de nenhum torneio. “Rivalidade con­tra San­ta Cruz, Náutico e até mesmo Central foram construídas em 50, 60, 100 anos atrás. Não se pode virar as costas para isso. Temos um orçamento em que dá pa­ra montar um grupo com vários jogadores de qualidade, para assim disputarmos tudo em alto nível”, explicou o can­didato, para depois explicar como pretende armar o Departamento de Futebol.

“Teremos diretores, vice-presidente e um executivo remunerado sim, mas iremos peneirar muito para achar um com o perfil exato, para não acontecer isso que vimos este ano, onde corremos o ris­co até mesmo de escalarmos um jogador irregular”, comentou, referindo-se ao “Caso Auro”, que chegou a ser anunciado pelo clube, mas não poderia atuar com a camisa leonina.

Experiente no assunto Sport Club do Recife, Wanderson continuou citando a sua linha de pensamento de que “o clube não pode ser guiado por apenas quatro mãos”, referindo-se a uma suposta centralização de poderes apenas em João Humberto Martorelli e Arnaldo Barros. “Trabalhei no clube sempre com gestões democrá­ticas, onde a união sempre fez a força. O Sport é muito grande para ser decidido en­tre apenas duas pessoas.

Que­ro reabrir o clube para os ru­bro-negros”, explicou. Por úl­timo, o candidato oposicio­nista levantou o assunto Esportes Olímpicos. Para ele, a atual gestão abandonou os setores amadores do clube ao anunciar que eles teriam que se auto sustentar e correr atrás dos seus próprios patrocínios, com o clube parando de dar incentivo finan­cei­ro.

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