Warley põe o Santa Cruz na Justiça pedindo rescisão;

ADAURY VELOSO = O lateral direito Warley, prata da casa do Santa Cruz, alegando atraso de pagamentos salariais e de depósitos fundiários, acionou o Tricolor na Justiça, com valor da causa custando R$116.964. O processo foi autuado no último sábado (4) e despachado no domingo (5). O atleta também pediu tutela antecipada do caso. Ou seja, queria rescindir o contrato imediatamente, solicitando que a decisão do juiz fosse dada antes da sentença final. O pedido liminar e o mérito ainda serão julgados,

Warley se apresentou oficialmente ao Santa Cruz, com quem tem contrato até o final de 2022, na última segunda-feira (6), após cumprir o período de férias. O jogador retornou de empréstimo do CSA, clube onde disputou a reta final da Série A de 2019, entrando em campo em 14 oportunidades. Mas, ao final do Brasileiro, que culminou no rebaixamento do Azulão, a diretoria alagoana optou por não comprar o atleta – o jogador foi para o CSA com opção de compra de 50% dos seus direitos econômicos, com valor estipulado entre R$ 750 mil e R$ 1,2 milhão. 
O executivo de futebol Nei Pandolfo, na última sexta-feira, confirmou interesse do Botafogo por Warley.O modelo de negócio, no entanto, diz respeito ao lateral jogar pelo Alvinegro carioca por um novo empréstimo, o que a diretoria do Santa Cruz não aceita, sob a condição do prata da casa sair apenas por compra.
O prata da casa chegou ao Santa Cruz em 2018, quando integrou o elenco sub-20 do Tricolor. Naquele ano, também disputou o Brasileiro de Aspirantes. Já em 2019, o lateral direito foi incorporado à equipe principal dos pernambucanos. Antes de seguir para o CSA, Warley disputou 10 partidas, sendo duas pelo Campeonato Pernambucano e oito na Série C. Nenhuma como titular.
Na tarde desta terça-feira, inclusive, o jogador treinou normalmente junto ao elenco no Centro de Treinamento Ninho das Cobras, em Aldeia. Procurados pela reportagem  o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior, os advogados Pedro Avelino e Fred Dias do não atenderam às ligações. Os advogados do Tricolor, Pedro Avelino, e Fred Dias, também em contato com a reportagem, não responderam.   

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